segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Audiência Pública reúne centenas de pessoas em Juruti.


A viabilidade econômica do Estado do Tapajós foi tema de uma audiência pública realizada na sexta-feira (21/10) no município de Juruti.

O evento contou a presença dos vereadores de Juruti, Dos prefeitos: o Henrique Costa (Juruti), Danilo Miranda (Trairão), Aparecido Florentino (Rurópolis) secretários, lideranças empresariais e políticas, estudantes, sindicalistas, professores, alunos e representantes da sociedade civil de Juruti, além dos vereadores, Henderson Pinto, Reginaldo Campos de Santarém e Malú de Belterra.

Durante a audiência pública o economista e o professor José de Lima Pereira mostrou um estudo que mostra a viabilidade econômica do Estado do Tapajós, contrariando algumas informações de pessoas da capital de que o novo estado já nasceria deficitário. Segundo informações do economista Lima, o estado do Tapajós já nasce maior financeiramente do que muitos estados que já existem há anos na Amazônia.

O prefeito Henrique Costa declarou ser favorável ao Estado do Tapajós, e pediu para que a população de outros municípios cobre posições definidas de seus prefeitos “a população dos demais municípios do Oeste do Pará, deve cobrar que seus respectivos prefeitos tenham compromisso como o Estado do Tapajós, saiam de cima do muro e manifestem apoio imediato.

O coordenador do comitê municipal em favor do Tapajós, Antonio Campos, falou que esse é um projeto que não tem cor partidária, e criticou os prefeitos de cidades que ainda não se manifestaram a favor desse projeto.
O público que esteve presente no seminário, saiu convencida de que o estado do Tapajós é o projeto imediato de desenvolvimento da região Oeste do Pará e todos saiaram com o compromisso de votar no sim 77, no próximo dia 11 de dezembro.

Em resposta...


Beatriz, adorei a forma carinhosa como me tratou, chamando-me de irmão e enviando-me um carinhoso abraço em nosso encontro no Espaço Aberto da blogesfera.

Fiquei surpreso ao ler você lamentando que ficará sem os bolinhos de piracuí e as piabinhas da vazante do Tocantins. Pior foi ouvir que você não poderá mais cantar “esse rio é minha rua...”. Quem disse a você que estamos nos separando? Quem esta colocando na sua cabeça que o plebiscito é um apartheid?! Bia o Tapajós é nosso, o Tocantins é nosso, o piracuí é nosso, o Çairé é nosso, o Festribal é nosso, o Carnapauxis é nosso, todas as praias do Tapajós são nossas; assim como o são o carnaval do Rio, Bahia e Olinda, o tutu à mineira, o churrasco gaucho, o Roberto Carlos e o Sebastião Tapajós. Você não está perdendo nada, mas poderá contribuir para o desenvolvimento de populações que estão pra lá da margem, somos os periféricos da periferia nacional.

Você falou que o plebiscito esta erguendo um muro de Berlin entre nós. Acredito que por influência do texto da jornalista Ana Diniz, que considero equivocado ao abordar o plebiscito fazendo uma correlação entre os movimentos por emancipação de Tapajós e Carajás, com movimentos por criação de estados nacionais mundo afora. Os argumentos de Ana Diniz sim, com suas comparações esdrúxulas, podem produzir o apartheid na cabeça dos desinformados. Só demonstram que a jornalista esta antenada com o que ocorre no mundo e que desconhece o que se passa abaixo do seu nariz.

Ana Diniz acha que o movimento das populações de Tapajós e Carajás é para assumir os recursos existentes nesses territórios, induz a população a acreditar nessa falácia e a pensar que estão subtraindo a riqueza do Pará. No Tapajós nunca presenciei uma discussão cuja pauta fosse os recursos naturais. Nossa luta está pautada nas questões cotidianas como saúde, educação, infra-estrutura, transporte, apoio a produção; que a ausência de políticas públicas e investimentos, aprofundam a interdependência e o isolamento. A discussão sobre os recursos naturais e seu manejo não ultrapassa os muros das universidades.

O povo do Tapajós e calha norte vêem seus filhos crescerem preparando-se para o dia da partida. Hoje muitos fazem um rito de passagem por Santarém onde cursam uma faculdade, que se diga: as que poderiam ser melhores, não possuem autonomia, seja orçamentária ou de gestão, todos os centros de decisão ficam em Belém e dependem da política paroara. Uma realidade totalmente alheia a nossa determina o que nos cabe nesse latifúndio com o poder fincado na metrópole chamada Belém, onde a lógica da adequação política local elege outras prioridades. O povo que vive no Oeste desse Estado não suporta ver seus filhos partirem em busca de melhores perspectivas.
Click Abaixo e continue lendo é muito bom o texto

Antes que você diga que nada garante que um novo Estado trará melhores condições de vida para o nosso povo, quero retornar ao texto da Ana Diniz, que lança mão de dados do IBGE e revela uma parcialidade perigosa para credibilidade de um jornalista. Ao afirmar que a divisão não tem sido boa para as regiões que conquistaram autonomia e mencionar que o PIB do Tocantins (24º) é inferior ao de Goiás (9º) e que o do Mato Grosso (14º) é superior ao do Mato Grosso do Sul (17º), Ana esquece de fazer a comparação fundamental para a discussão desse plebiscito. Qual era o PIB dessas regiões antes de se tornarem novos estados da Federação? Essa é a comparação essencial!


Mas Ana deixa escapar que a renda média da população do Tocantins (16ª) e Mato Grosso do Sul (11ª), ambos novos estados, são bem superiores ao gigante Pará (22ª). E omite que a renda média de Goiás e Mato Grosso cresceram após a divisão. Ana Diniz é fatalista, não vê saídas para Carajás e Tapajós, que se tornarão mais pobres, sendo assim melhor que fique como está.

Não menciona os recursos da União que aportarão nas duas regiões, multiplicado por nove em comparação com os atuais, no caso do Tapajós. Lembro que esses recursos não saem do bolso do povo brasileiro como uma sangria das outras regiões. Serão investimentos justos pelo muito que se tira de Carajás e Tapajós, sendo a União a principal arrecadadora dos tributos.

O sentimento de perda que tomou conta de parte considerável da classe média paraense, meios intelectuais e artísticos, é de uma emotividade e falta de reflexão latente. Ilustra apenas o total desconhecimento das realidades vividas pelas populações do Tapajós e Carajás, o que denota uma absoluta falta de solidariedade com essas populações. Essa mesma classe média, intelectuais e artistas, quando podem, nunca se voltam para o interior, preferem Rio, Fortaleza, Europa, Caribe e outros centros urbanos do país e do exterior. Desconhecem o Pará dos territórios que almejam autonomia, mas querem, numa atitude egoísta que beira a infantilidade, continuar a olhar o mapa do grande Pará.

Minha querida Bia, você chega a temer pelo Tapajós. Acha que transformado em Estado estará enfraquecido e não terá como conter a ânsia expansionista dos agro negociantes da soja via BR 163. Saiba que eles por aqui no Tapajós não fazem o que querem. Em Santarém onde existe um porto graneleiro, sua expansão foi paralisada por não terem realizado o EIMA-RIMA como determina a Lei. Aqui se faz passeata, manifestações, debates; são várias as formas de resistência e fiscalização, pena que a distância não permite termos a população de Belém junto conosco nesse embate.

Também não temos o Estado presente com estrutura à altura, no tamanho da importância estratégica de nosso território. Instituições como IBAMA, FUNAI, ANA, Policia Federal, Ministério Público e outros órgãos fiscalizadores e inibidores da bandidagem, no Tapajós são sub representações, com contingente e estrutura mínima. Sem contar, que diante de um problema, temos que recorrer a Belém, ai perde-se um tempo, e, se for conveniente aos interesses políticos de Belém, o problema chega a Brasília.

Com o Estado do Tapajós a realidade será outra. Todo esse aparato de fiscalização e segurança para o cumprimento da Lei será ampliado, ganhará envergadura de Estado e os movimentos sociais e ambientalistas terão maior suporte para comprovarem e efetivarem suas denuncias. Portando suas preocupações com a sorte dos parques nacionais, reservas indígenas e rios, que somam 75% do território do Tapajós, são infundadas. O Tapajós jamais ficará como está e esta mudança será para melhor.

Confesso que não sei qual a realidade de Carajás, aqui mais uma vez o problema das distâncias a nos separar, de longe me parece um faroeste brabo. Essas sub representações do aparelho do Estado justificam, em parte, esse faroeste. Só sei, que sempre que se recorre à justiça do Pará, ela não consegue encarcerar matador de ambientalista e agricultor, explorador de trabalho escravo, grileiro de terra, invasor de terra indígena e reservas ambientais, madeireiros ilegais; a justiça paraense, talvez por falta de suporte na apuração dos crimes, tem sido uma mãe para os criminosos.

Só o fato de não precisar deslocar-se até Belém para resolver problemas de toda ordem, sejam de saúde, sejam burocráticos, sejam políticos já se constitui em uma grande vantagem.

Temos uma estrutura política viciada. Assim como em Belém os caciques manipulam os partidos e os transformam em verdadeiras “organizações” em prol de seu interesse pessoal e grupo, da mesma forma ocorre com o interior longínquo como é o caso do Tapajós, onde o modelo de caciquismo político se impõe com maior facilidade. Para estar organicamente ligado a um Partido e defender seus pontos de vista e participação no jogo político é preciso vir a Belém. E ir a Belém custa caro.

Os partidos são estruturados em uma pirâmide às avessas do ponto de vista democrático, onde o poder é exercido de cima para baixo, por quem detém os meios; com zero de discussão, zero de participação popular, sob a batuta do cacique de plantão. Esses feudos eleitorais impedem a construção da cidadania e nos dão figuras como Jader Barbalho, grande exemplo de político bem sucedido para a maioria desses mini caciques, e que, se reproduzem às centenas no interior do Estado. Esse modelo levou o Pará a esta realidade de miséria e desigualdade e precisa ser implodido.

Em uma pequena permanência na cidade de Belém pude ter a percepção de como o povo paraense esta vendo o plebiscito. Ele não raciocina como você Beatriz, ele pergunta-se o que irá perder, e responde se for bom para todos eu concordo. E o caso é este, a divisão é boa para todos.

Viajei com um taxista de 73 anos, nasceu e criou-se em Belém. Seu Bené, homem de uma vitalidade e bom humor admirável, disse que já não é obrigado a votar, mas que faz questão. Ainda não entende bem o que está acontecendo. Nada sabe sobre o Tapajós e sabe que em Carajás tem muito minério, me diz que pelo que ouviu falar, as coisas irão melhorar para o povo que vive nesses lugares distantes, que passa por muito sufoco. E afirma se for para melhorar a vida do povo eu concordo em votar SIM. Ele nem desconfiava qual a minha origem, não queria me agradar.

Ouça essa. Cheguei ao aeroporto de Belém, resolvi visitar as lojas de souvenir. Existe uma lojinha de sandálias, lá uma enorme variedade, todas estilizadas com motivos paraenses, ver-opeso, Salinas, fitinhas do círio, basílica, mapa do Pará, bandeira do Pará, araras e tucanos, florestas, onças, rios; muito lindas. A moça perguntou: vai levar uma? Mostrando a variedade; sorri, pensei um pouco e perguntei, tem alguma com alter do chão, ela riu e respondeu, olha tu sabes que muita gente pergunta se temos com esse lugar, já até falei pra pedirem porque muita gente procura, mas a gente não tem não, só temos essas com coisas aqui do Pará mesmo. Este fato traduz de forma cristalina o quanto o Tapajós esta presente no imaginário do povo paraense.

O povo que os defensores do grande Pará querem insuflar contra os que eles chamam de divisionistas desconhece a nossa existência. Poderia perguntar tem o Festribal de Juruti? tem o casario colonial de Óbidos? tem o círio de Santo Antonio de Oriximiná? tem o festival folclórico de Almeirim? tem as pinturas rupestres de Monte Alegre? tem as praias de Belterra? tem as corredeiras do Tapajós em São Luiz acima de Itaituba? tem os povos indígenas de Altamira? De nada adiantaria, ela não saberia me responder.

O povo do Pará preocupa-se com o que comer, com o filho na escola, o seu ir e vir, seu lazer na festa popular, sua fé, não esta pensando no tamanho do Mapa, no gigantismo de seu Estado, porque o Pará sempre foi grande e ele sempre passou necessidade. O povo sabe ser mais solidário porque conhece o que é levar uma vida subjugada a condições adversas. O povão sabe o que é remar contra a maré.

Nunca mas diga que não poderá cantar “esse rio é minha rua...” se ocorrer a emancipação do Tapajós e Carajás. Estou lhe afirmando que todos os rios são seus, especialmente o Tapajós que deveria ter suas águas cristalinas e suas praias tombadas como patrimônio do povo brasileiro.

Sempre que puder venha nos visitar, convide o Nilson Chaves, ele é muito querido por aqui. Saiba que na Amazônia, todos os rios correm para o Rio Amazonas e o Amazonas, como bem sacou um publicitário, corre para o Pará.

Observe com maior atenção o texto do geógrafo paulista Jose Donizette Cozzaloto, que você citou em seu comentário, dizendo que ele afirma que a divisão do Pará é boa para o Brasil. Ele pode estar lhe falando a verdade. Não fuja da realidade por pura vaidade ou saudosismo. Olhe para o futuro e pense em mais de três milhões de pessoas que precisam vislumbrar novos horizontes, com melhores perspectivas.

Saiba que nós do Tapajós temos imenso carinho e admiração por Belém do Pará, onde muitos de nossos filhos foram em busca do conhecimento e melhores dias. Lugar de beleza e cultura tão singular nas suas formas criativas, ao mesmo tempo plural nas suas manifestações e que tanto nos influencia e continuará nos influenciando. É admirável como o sorridente paraense se basta, como ostenta com orgulho sua singularidade, como não quer ser nenhum outro, como está pleno com o seu jeito de falar, seus costumes, sua culinária, seus ritmos, seus cheiros e sabores. O Pará é uma fartura para os olhos, paladar, olfato e ouvidos. Que riqueza maior você ainda quer Beatriz!

Nós de Santarém, no Tapajós, entendemos esse orgulho bom, essa satisfação de ser o que se é. Amamos nossos costumes, nosso jeito quase ingênuo, nossas lendas, nossas frutas e comidas, algumas bem diferentes das delicias de Belém do Pará. Amamos nossa herança paraense e, sobretudo amamos nosso Rio Tapajós, que se confunde com nossa essência e é a nossa própria tradução.

Beatriz, nossas diferenças nos complementam e nunca poderão ser motivo de nossa separação.

Um grande abraço de um Tapajoara que conta com sua inteligência e solidariedade,

Paulo Cidmil
Santareno e Produtor Cultural

Carajás, Tapajós e a Região Metropolitana de Belém

Independente do resultado do plebiscito, o Pará estará, inevitavelmente, dividido. E, não há com que se preocupar caso a vitória seja do SIM. A vida da população do Pará remanescente não será afetada em absolutamente nada, exceto pelo fato de que a forma e extensão geográfica do estado do Pará estarão alterados, dados estes que, mais de 90% dessa mesma população, não tem a menor noção de quais são.

Não há também com que se preocupar, caso o SIM tenha sucesso, com a vida da população dos dois novos Estados. A verdade é uma só: a vida dessa população melhorará muito com o SIM. Negar isto é a maior mentira que alguém poderá pregar.

Preocupante, e muito, é a possível vitória do NÃO. E se falarmos em probabilidades ela não é pequena. Em sendo vitorioso o NÃO, novamente a vida da população do Pará que seria remanescente não será absolutamente afetada em nada e mais de 90% continuará sem saber quais são a forma e a extensão geográfica do Estado.

Ou seja, o plebiscito e seu resultado não acrescenta e nem retira nada da população da região metropolitana de Belém e noroeste do Pará. Nem mesmo conhecimento de geografia. Isto só interessa à elite dominante e aos políticos da RM de Belém.

As consequências desastrosas, caso o NÃO sagre-se vencedor, ocorrerão nas regiões divisionistas (Carajás e Tapajós).

Não tenham dúvidas de que aquilo que já é ruim ficará muito pior. A mão pesada do Estado – que nas regiões é traduzida pela quase ausência – se mostrará muito mais dolorosa. A vida da população dessas regiões não será nada fácil. Dizer que não haverá retaliações é outra grande mentira que ninguém, sério, ousaria pregar. Os Senhores do Estado serão impiedosos!

Portanto, esse plebiscito interessa, de verdade, apenas para a população das regiões divisionistas e para a casta dominante de Belém, que independente da coloração partidária, faz parte da mesma trupe que domina a política paraense há várias décadas.

Para a população da Região Metropolitana de Belém, que decidirá verdadeiramente o plebiscito, o resultado não tem importância nenhuma em suas vidas. Estão na zona de conforto dos cavalos em desfile de 7 de setembro. Serão apenas a grande e mais importante massa de manobra. Cabe saber quem será o melhor manobrista. E como na última eleição para o Governo, temos baianos e paraenses na direção e em lados opostos. Os baianos falharam naquela.

Preventivamente, cabe aos que buscam os louros de uma possível vitória do SIM saber que suas também deverão ser as responsabilidades pelas mazelas e nefastas consequências, para as populações divisionistas, de uma possível vitória do NÃO. Grandeza será não se furtarem a isto.

Por Welney Lopes

Fonte: Blog do Zé Dudú

Tapajós construído por Nós!

Família - COIMBRA IMÓVEIS fazendo a sua parte na campanha do SIM ao Estado do Tapajós!

Vote Sim- 77!

Mensagem

Por Paulo Luiz - via e-mail

A gente quer dividir para multiplicar. Em vez de ter apenas um gestor para um estado do tamanho do Pará, teremos três gestores. Facilita a gestão”, disse o deputado à Agência Brasil. Usando como exemplo a divisão de Mato Grosso para criação de Mato Grosso do Sul e a divisão de Goiás para criar o Tocantins, Queiroz acredita que a divisão do Pará seria um avanço.

O combate ao desmatamento e a diminuição dos conflitos agrários, aponta o coordenador-geral, seriam mais eficazes se o Poder Público estivesse mais próximo das zonas de conflito. Para Queiroz, esses problemas ocorrem, principalmente, pela “falta do Estado”. “Não tem Estado para regularizar as terras, para disciplinar a ocupação. O Estado não se antecipa. Hoje na Amazônia, 90% dos desmatamentos estão ocorrendo em projetos de assentamento. Precisamos de planejamento do governo para evitar isso”.

Outras dificuldades enfrentadas pelos municípios mais afastados da capital do estado, nas regiões sul e oeste, onde se pretende criar Carajás e Tapajós, localizados a mais de mil quilômetros da capital do estado, são a baixa qualidade da educação e na saúde e a falta de segurança pública. Giovanni Queiroz argumenta que apesar da ascensão econômica dessas regiões, impulsionada pela exploração de minérios, a burocracia devido às distancias impede o desenvolvimento social. “Queremos uma faculdade que não existe, as políticas de saúde, educação tudo isso é muito precário em uma região que é pujante.”

Para o parlamentar, o estado de Goiás cresceu a partir da sua divisão e a criação do Tocantins. Áreas de extrema pobreza do antigo estado de Goiás, pontuou o deputado, hoje são regiões “prósperas” graças à divisão. “Teremos 1,6 milhão de habitantes, o Tocantins tem 1,3 milhão. O Tocantins tem 42 universidades e nós temos duas. O Tocantins tem cinco faculdades de medicina, não temos nenhuma. O Tocantins, que era o corredor na miséria, tem oito faculdades de engenharia. Nós temos apenas uma de engenharia e uma de enfermagem. O atraso educacional é tão grande que chega dar vergonha”.

“O Tocantins só conseguiu sair da miséria absoluta depois de criado o estado”, acrescentou Queiroz. Segundo ele, após a criação do Tocantins o Produto Interno Bruto (PIB) de Goiás e do próprio Tocantins somados cresceu cerca de 250% a mais do que o PIB do Brasil. “Da mesma forma cresceram as riquezas em Mato Grosso e em Mato Grosso do Sul”.

“Então [a divisão] é um instrumento de crescimento econômico extraordinário”. Queiroz acrescentou que antes de se tornar estado, a área ocupada hoje pelo Tocantins possuía 120 quilômetros (km) de rodovias pavimentadas. Hoje, segundo ele, a mesma área tem mais de 6 mil km de rodovias estaduais pavimentadas. “O Pará, que é cinco vezes maior que o Tocantins, com a população cinco vezes superior e mais de 150 anos como estado, tem pouco mais de 4 mil quilômetros de rodovias pavimentadas”.

Para o defensor da divisão do Pará, o aumento das despesas públicas com a possível criação dos dois novos estados representarão “migalhas” em relação ao benefício que será proporcionado para a população. “Não vai aumentar R$ 1 de imposto para o cidadão e melhora a condição de vida para todo o mundo”. Na Câmara dos Deputados serão criadas 13 novas vagas, já que Carajás e Tapajós terão direito a oito cadeiras cada e o Pará, que atualmente tem 17, perderia três e ficaria com 14. Já no Senado seriam abertas seis novas vagas, isso porque todos os estados são representados por três parlamentares.

“Em termos de custo, isso não pesará em nada. A receita do estado é proporcional às receitas da União e vai ser mantida. Serão migalhas as despesas a mais que terão a mais na Câmara e no Senado.”

SIM AO DESENVOLVIMENTO
SIM AO NOVO PARÁ

O NÃO luta por nada

Os paraenses defensores do SIM 77 lutam pela criação de dois novos Estados, enquanto que os defensores do não lutam por nada.



O defensor do não contra o Estado do Tapajós, em entrevista, admitiu que há problemas sérios nas áreas da saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e falta outros investimentos na região do Tapajós, mas disse que não aceita a reordenamento territorial do Pará. Isso representa o autoritarismo da gestão pública paraense e a anti-democracia típica dos colonizadores.



Além disso, o defensor do não, não apresentou nenhuma saída concreta, capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas que querem a emancipação a médio ou em longo prazo.



Nós do SIM 77 lutamos por empregos para a juventude de toda a região desse grande Pará.



Lutamos por saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e por novas oportunidades.



Os contra lutam para manter o atraso, o colonialismo, o abandono e o isolamento social de nossa gente. Isso é defender um grande Pará ou os seus interesses pessoais?



Quem ama o Pará continental deveria também amar o nosso povo. Lutar pelo não é o mesmo que perder a oportunidade de criar dois novos estados e de triplicar os recursos em favor de todos os paraenses.



Ser contra a reordenamento do Pará não é apenas um grande equívoco é um EQUÍVOCO ESTÚPIDO. O defensor do não contra o Estado do Tapajós é fraco. Não conhece a realidade do Estado do Pará e por isso, pode até ser um aliado do SIM TAPAJÓS 77.



Ele disse que os dados que utiliza para ser contra o reodenamento político do Pará são oficiais (UFPA, IDESP, IPEA) e tentou desqualificar os estudos feitos pelo economista Célio Costa, que apontam viabilidade de Tapajós e Carajás.

No entanto, os números que o Célio Costa sustenta em seus estudos são das mesmas fontes: IBGE, SEPOF e IDESP, IPEA órgãos oficiais dos governos Federam e Estadual e qualquer pessoa pode acessar nos sites oficiais e confirmar.



Nós paraenses, estamos diante de um momento único. O Brasil está nos dando a oportunidade de fortalecer política e economicamente a Amazônia com a criação de dois novos estados. Os políticos e os empresários do NÃO estão se lixando com os problemas sociais da população. Por isso, os paraenses do interior e da capital precisam ser mais espertos e votar SIM 77 e ajudar a triplicar os recursos para a região.



Com a criação de Tapajós e Carajás estamos apresentando um projeto de desenvolvimento, alternativas e oportunidades ao nosso povo. Manter o Pará do jeito que está é negar os direitos básicos da população de acesso a saúde, educação, infraestrutura, segurança pública, lazer e, sobretudo, ser contra é impedir o desenvolvimento do Norte do Brasil.



Por Ednaldo Rodrigues

O Exemplo de Tocantins