quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Tapajós construído por Nós!

Quem faz parte da coluna Tapajós construído por nós, é a dona. Rosália Lana de Oliveira, moradora de Marabá.(sua carta está rodando a web, e chegou até mim.)

PARA LER, REFLETIR E REPLICAR. UMA VERDADEIRA ANÁLISE DE UMA CIDADÃ PARAENSE, SEM RESQUÍCIOS DE SENTIMENTALISMOS XENÓFOBOS.



Porque votar pela Divisão do Estado do Pará?

Muitas manifestações eloqüentes e discussões inflamadas tem-se destacado a respeito do assunto: A Divisão do Estado do Pará.

E se parássemos e analisássemos a luz da realidade dos municípios envolvidos. Os debates giram em torno de quem vai ganhar ou perder essa ou aquela riqueza. Não se trata de ganhar ou perder e sim de pensar naqueles que jamais chegaram a ganhar e sempre perderam o pouco que tiveram.

Peço que me escutem como moradora de um dos municípios que clamam pela separação, como forma de obter o mínimo de sobrevivência, Marabá, onde resido há 27 anos. Peço que me escutem como apaixonada pela cidade de Belém, lugar onde eu cresci, estudei e cultivo os melhores amigos, além dos meus queridos familiares. Peço que me escutem como alguém que, no fundo, se manteve sobre a linha que divide os separatistas dos não separatistas até a sua decisão.

Então, porque Separar?

Vou justificar a escolha, de acordo com os perfis da minha personalidade, como cidadã.


Perfil 01: Como uma cidadã que discute os problemas políticos sociais do país.

Não posso aceitar os argumentos espalhados pela Internet de que a divisão do Estado do Pará seria um festival de cargos políticos, ávidos a se beneficiarem pela criação de novos postos. Pensar assim é admitir a nossa incompetência, latente e arraigada aos costumes, para escolher nossos representantes. É reiterar aquilo que temos feito sempre: votamos mal, reclamamos dos políticos que votamos e, por fim, nada fazemos para mudar. Fica assim instituída oficialmente a desculpa para todas as nossas faltas. Sempre arrumamos os “culpados” perfeitos para encobrir nossos inúmeros defeitos na qualidade de cidadãos (jogar lixo nas ruas, avançar a faixa de pedestres, votar mal e etc...). “Montamos” essa “estória” cômoda para nós mesmos e cruzamos os braços, a reclamar de tudo. É muito passivo votarmos mal, mas sermos beneficiados por morarmos na capital e região e não nos preocuparmos com o Estado como todo. A velha e boa conversa: “Se está bom aqui pra mim, o resto é o resto”. O verdadeiro cidadão não deve pensar assim.

Portanto, sugiro se realmente o aumento das cadeiras políticas, que poderão vir a representar os novos Estados criados, deverá beneficiar a Região Norte como todo. Acredito que sim, pois teremos mais representantes, da Região Norte, no Congresso Nacional. Agora, a consciência e cobrança de ações dos políticos em que votamos independe da divisão ou não do estado. Não misturemos as coisas.


Perfil 02: Como cidadã trabalhadora que saiu da sua origem para buscar novas oportunidades.
Muito se comenta que as regiões do Pará, distantes da capital do Estado, foram ocupadas por “sulistas” em busca de aventuras e que eles não são merecedores e nem legítimos para defenderem a causa separatista. Assim como os “sulistas”, também procurei oportunidades nas longínquas terras do Pará, porém como poucos, vim de Belém.

A princípio, precisamos entender que os tais “aventureiros” que aqui se estabeleceram são legítimos brasileiros e como tal tem assegurado o livre trânsito pelo território nacional. É melhor que os espaços vazios, não ocupados por falta de interesse dos nativos, serem ocupados por brasileiros do que por estrangeiros. Nunca houve muito interesse dos próprios paraenses em ocuparem as lacunas e produzir em seu próprio Estado. As justificativas são compreensíveis: falta de estrutura sob todos os aspectos. Porém os “estrangeiros” do Sul e Centro Oeste (e até do próprio Norte, como eu) do nosso Brasil, não se intimidaram diante das adversidades, enfrentando-as com trabalho, para que este território abandonado pudesse produzir e conseqüentemente, fortalecer a sua identidade.

Quando se fala de reforma agrária, muitas bandeiras são levantadas contra a prática do latifúndio, onde a grande propriedade é mantida, sem, nela, nada produzir, apenas pelo desejo de tê-las, admirá-las e guardá-las à especulação. As mensagens e propagandas, em prol da não divisão do Estado, são o retrato do discurso do latifundiário, onde se retumba algo como: “Pará que te quero Lindo e grande”. Querem o Estado lindo e grande, mas não querem dele cuidar, relegando-o ao abandono. Grande parte territorial serve apenas como objeto de admiração a ser guardado como reserva de futura especulação. Tudo muito análogo ao conceito do Latifúndio.

Nem mesmos os cargos criados pelo próprio Estado do Pará, são ambicionados pelos paraenses. Muitos concursos oferecidos pelo Estado, nos interiores distantes, têm suas vagas ocupadas por paulistas, goianos, mineiros, tocantinenses, entre tantos brasileiros. A maioria deles(os de outros estados) nunca antes esteve próximo da região Norte, no entanto viram nas vagas oferecidas pelo Estado, uma oportunidade de trabalho e emprego, mesmo que tendo que enfrentar toda sorte de abandono da infra-estrutura estadual: estradas, saneamento, saúde e outros. São poucos os paraenses interessados nos postos de trabalho oferecidos tanto pela iniciativa pública, quanto privada, quando esses postos são em cidades distantes da capital. Os trabalhadores deste lado do Estado formam uma “Torre de Babel” brasileira. Temos juízes, garis, delegados, peritos, engenheiros, advogados, donas de casa, professores, médicos, fazendeiros, trabalhadores rurais e vários profissionais que vieram de outros Estados para ocupar postos nunca reivindicados pelos donos da Terra Natal, Pará.

No roteiro de lazer daqueles que moram na capital, com raríssimas exceções, não estão incluídas as cidades do interior do Estado, que não sejam aqueles balneários beneficiados pela proximidade à cidade de Belém. Porque não é interessante viajar pelo interior distante do nosso Estado? Seria pela falta de estrutura turística, ou seria pela má conservação das estradas? Seria pela falta de opções de lazer e sobrevivência não incentivadas e/ou esquecidas pelo Estado e seu povo? Convido-os a um passeio por nosso Estado, aventurando-se pelas estradas, em ônibus ou em seus carros particulares e entenderão parte de nossas preocupações.


Perfil 03: Cidadã, dona de casa e mãe de família.
Em janeiro de 1985, cheguei a Marabá, recém casada, sem filhos e sem intenção de tê-los de imediato. Tive a oportunidade de conviver com mães que chorosamente se separavam de seus filhos, pois eles teriam que sair da cidade, para continuar seus estudos em outras cidades, a exemplo: Belém, Goiânia, São Paulo e Belo Horizonte. Na época pensei: eu ainda nem tenho filhos, e quando os tiver, até que eles cresçam teremos faculdades na cidade de Marabá e tudo será diferente. As crianças chegaram, cresceram e em nada mudou. Eles foram estudar em Belém e por lá concluíram seus cursos e ainda precisam permanecer para aprimorar técnicas em cursos de pós-graduação existente apenas em grandes cidades. Além da dor da separação e da enorme preocupação, pois os pais não podem abandonar seus postos de trabalho para acompanhar os filhos, as despesas inerentes a uma empreitada dessas é alta. Apenas para citar um exemplo: se aqui tivesse faculdade na época, não teríamos que pagar o aluguel, pois eles estariam na casa deles. Não é justo, trabalhamos aqui, na terra abandonada e darmos lucros aos proprietários de imóveis em outra cidade/Estado. O que produzimos é gasto em dobro a fim de garantir nossa sobrevivência aqui e de nossos filhos em outra localidade. Com o resultado do nosso trabalho, investimos em escolas, casas, impostos, livros, empregados e todas as espécies de serviços, na cidade estranha à morada da família. Hoje, muito timidamente, houve algum progresso nas instituições de ensino, vindas do poder governamental, num ritmo que não acompanha o clamor da sociedade formada pelas cidades interioranas/distantes da capital do Estado do Pará. Contudo, devo considerar-me com privilégios, pois a grande maioria da população aqui residente simplesmente abandona os estudos, tornando-se refém das casualidades na condição de mão-de-obra sem qualificação. A maioria dos profissionais, como eu, submeteram-se a sacrifícios financeiros e pessoais, para obter especialização/pós-graduação em suas áreas de trabalho, viajando para grandes capitais/cidades, uma ou duas vezes por mês, aos finais de semana, já que não há interesse das grandes instituições de ensino, mesmo que particulares, em instalarem seus cursos nesta região, por absoluta falta de estrutura.

E assim, poderíamos deixar este texto mais longo se citássemos, além das questões da educação, as de saúde, saneamento, lazer, turismo, transportes e segurança. Se, para quem mora na capital e região a carência é gritante, há que se fazer uma projeção geométrica negativa, para imaginar a situação dos interiores distantes.


Perfil 04: Cidadã que já passou pela experiência de divisão de município.
No ano de 1985, quando da minha chegada em Marabá, algumas cidades tais como: Parauapebas, Curionópolis e mais alguns outros municípios, eram vilarejos pertencentes ao município de Marabá. Em 1988 ocorreu a emancipação de Parauapebas e com ela a Serra de Carajás (minério de ferro) deixou de pertencer a Marabá, passando ao domínio de Parauapebas. Essa separação contou com a aversão da maioria daqueles que residiam no núcleo da cidade de Marabá, pois a população achava que, com a “perca” da Serra dos Carajás, Marabá estaria decretada à falência. Com o passar do tempo Curionópolis, município, onde está localizada a Mina da Serra Pelada, também foi politicamente emancipada e algumas outras cidades no entorno seguiram o mesmo processo. O resultado foi surpreendente! Não empobreceu Marabá. Não fomos à falência. Ao contrário, a cidade se desenvolveu, bem como a região inteira. Quem conheceu os vilarejos de Parauapebas e Curionópolis, no passado, quando pertenciam ao município de Marabá sabe do que relato. Hoje são cidades que se desenvolveram, sem as garras do município mãe (Marabá), porém com parceria. Essa é a palavra, parceria. A região se desenvolveu tanto, que hoje é parte integrante do bloco de municípios do Sul do Pará que clama pelo Estado de Carajás. Da mesma forma acontece nos municípios, do Oeste do Pará, que clamam pelo Estado do Tapajós.
Não dá para entender todo esse processo como divisão e sim como adição. Não vamos chamar de divisão, vamos entender como cotização, objetivando agregar forças e aumentar nosso poder de reivindicação. A Região Norte é tão grande, quase sempre relegada ao segundo plano, mal gerida e esquecida. Todos no Brasil e no mundo querem dar palpites, mas não querem arcar com o ônus de sua gestão. Sabemos que a gestão de um Estado grande gera gastos desnecessários, influindo no custo/benefício. Temos no mundo países pequenos, infinitamente menores que nosso Estado e que são modelos de gestão e eficiência. Vamos deixar de lado o egoísmo de possuir um bem, sem mesmo poder tomar conta dele, apenas para não perdermos o domínio. As gestões feudais ficaram no tempo e para elas não queremos voltar, pois não funcionam. Hoje a palavra de ordem é delegar poderes para melhor gerir. Falamos tanto em modernidades, gestões participativas; cobramos essas atitudes de nossos gestores dentro das empresas em que trabalhamos e, quando chega a nossa vez de praticar, não conseguimos nos enquadrar nos conceitos pelos quais tanto levantamos bandeiras. Ficamos agarrados a uma grande bola de problemas, sem condições de resolvê-los, porém não chamamos ninguém para ajudar a gerir, dividir o fardo e salvar a bola, preferindo perdê-la totalmente.

Lembrem-se: não deixaremos de ser nortistas, não deixaremos de ser brasileiros.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Depois do dia 11 de Dezembro!!!

Com certeza, o Pará nunca mais será o mesmo.

Seja qual for o resultado o Pará vai estar dividido.
Melhor será se a divisão decorrer do “SIM”, pelo menos cada porção seguirá seu rumo, terá a chance de fazer sua história.
Nas quais os governantes possam tomar decisões mais sintonizadas com as pessoas que se encontram mais próximas.

Se o resultado for o “não”, aumentará o sentimento de superioridade que muitos belenenses demonstra ter com relação ao povo do interior, “mocorongos” como eles costumam identificar aos demais.
Ficará mais nítido o comportamento de colonizador que foi incorporado por essa parte da população que vê o “interiorano” com desprezo, preconceito e desdém.

Por essas e outras questões, o Pará não será mais o mesmo.
De minha parte, espero que o Pará fique ainda melhor, com seus governantes podendo dar a assistência que sua população merece e necessita, na medida em que fiquem mais próximos a ela, da mesma forma que espero possa acontecer o mesmo com o Estado de Tapajós e Carajás.

Prefiro otimisticamente me inspirar nos fartos exemplos exitosos que a história nos apresenta, tanto no Brasil quanto em outras regiões do mundo. Grandeza não é sinônimo de tamanho.
Há grandes pessoas com medidas modestas, há grandes países e até grandes municípios, bem menores que o Pará.

Não justifica o receio de que a divisão enfraqueça, diminua. Pelo contrário, a divisão propicia crescimento.
A divisão das células tornou possível a cada um de nós ser o que somos.
A divisão é o símbolo da solidariedade. O seu contrário denota egoísmo.

Pelas razões expostas, reafirmo, o Pará não será mais o mesmo após o 11 de Dezembro, assim como o mundo não foi mais o mesmo após o 11 de Setembro. Mas, ao contrário daquela data, que gerou destruição e morte, agora há uma nova possibilidade: esperança e nascimento.
Somente o “SIM” carrega esta possibilidade.


77 É O ÚNICO NUMERO QUE CARREGA CONSIGO A MUDANÇA E A ESPERANÇA DE UM FUTURO MELHOR.
MELHOR PARA OS IRMÃOS DO PARÁ
MELHOR PARA OS IRMÃOS DO TAPAJÓS
MELHOR PARA OS IRMÃOS DO CARAJÁS

PARÁ não te quero GRANDE, te quero MELHOR!!!!!!!!!

SIM TAPAJÓS
SIM CARAJÁS
SIM NOVO PARÁ

Por: ANSELMO COLARES(Professor doutor da UFOPA – Universidade Federal do Oeste do Pará.)

Frente Pró-Tapajós define estratégias de campanha



Membros de comitês municipais Pró-Tapajós e lideranças populares de Santarém, além de presidentes de sindicatos, associações e empresários, participaram nesta terça-feira (04/10) de uma reunião convocada pela Frente Pró-Tapajós (criada no dia 12 de setembro) para discutir a campanha pelo SIM no plebiscito a ser realizado em dezembro e que decidirá se a população paraense aceita a criação dos estados do Tapajós e do Carajás, a partir do território atual do Pará. Na ocasião foram discutidos os rumos da campanha nas cidades que irão compor o estado do Tapajós e também as articulações que deverão ser feitas em Belém.
O presidente da Frente, deputado Lira Maia (DEM-PA) falou sobre o processo de animação da campanha e explicou que essa é uma campanha diferente que não tem patrocínio, e portanto, é totalmente voluntária, já que a eleição gira em torno de uma causa e não de um candidato. “A campanha está fria porque é diferente das outras, mas é o povo que tem que aquecê-la - disse o deputado - para isso é preciso ter atitude e bons argumentos", concluiu.
Durante a reunião, foi aberto espaço para que as pessoas que estão diretamente envolvidas na campanha fizessem uma avaliação da mobilização e dessem sugestões. Francisco Lopes, o "Chicão", membro da Frente, sugeriu que os comitês de Santarém se reorganizem, para levar mais informações aos moradores. Luis Azevedo, presidente de um dos comitês Pró-Tapajós locais, sugeriu indicar um grupo de pessoas de Santarém para trabalharem em Belém. Já Rogélio Cebuliski, o "Gaúcho", liderança do Mapiri, disse que Santarém deve dar maior visibilidade à campanha.
Outro que se pronunciou na reunião foi Orlando Pereira, um dos mais antigos integrantes do movimento. Para ele, "é preciso levar mais informação para os moradores das áreas rurais dos municípios". Já o vereador Henderson Pinto (DEM) disse que "precisamos estimular a população de Belém, que apoia nossa luta, a entrar nesta campanha".
Na próxima semana, Socorro Pena e Olavo das Neves, que compõem a comissão de marketing e captação de recursos, vão até Marabá, para reunir com o marketeiro Duda Mendonça. Na ocasião irá apresentar a nova arte da campanha
Ao final do encontro, os participantes do evento saíram convictos de que é possível vencer o plebiscito se a população incorporar a campanha e participar ativamente, buscando informações e convencendo outras pessoas.

A Frente Pró-Tapajós funciona na Avenida Mendonça Furtado nº 2538 quase canto com a a Travessa Assis de Vasconcelos, em horário comercial.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Colégio Objetivo

Os palestrantes do Comitê pró Tapajós de Uruará - vereador Gedeon e o vice-coordenador Antonio, compareceram ao Colégio Objetivo nesta terça-feira (03/10), para esclarecer aos alunos e professores a importância do plebiscito para a criação do estado do Tapajós no dia 11 de dezembro.

Na ocasião os palestrantes foram questionados pelos alunos que demonstraram grande interesse por esse importante e atual assunto, que é a criação dos Estados do Tapajós e Carajás.

Canta Tapajós em Manaus

A exemplo de Santarém, Manaus realizará uma grande festa com atrações regionais no dia 21/10 no Amazon City Hall, uma das melhores casas de show da cidade.
O show promete ser um sucesso. Subirão ao palco artistas como: João OtavianoCristina CaetanoNelson Vinenci, Maria Lidia, Val Luc, Eduardo Dias e Edilson Santana.É o estado do tapajós nascendo com o apoio dos moradores da cidade de Manaus.
Você que mora em Manaus, faça parte dessa grande festa!!

Debate no Pará vai discutir criação do Tapajós e Carajás



O deputado Lira Maia participa de um debate, na Universidade do Pará, sobre a criação dos estados do Carajás e Tapajós. O evento acontece no dia 05 de outubro.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Marajó poderá não mais fazer parte do Pará, motivo: descaso e abandono.

O processo de emancipação do Marajó esta previsto em um projeto arquivado em dezembro de 2007(O PDC 2.419/2002 de autoria do ex-deputado Benedito Dias). A proposta seria transformar a região em um território federal a partir da manifestação favorável da população paraense. Caso fosse aprovado, o território paraense perderia uma região com pouco mais de 480 mil habitantes formada por 16 arquipélagos que abriga municípios que juntos alcançam uma área equivalente a Holanda e Bélgica juntas.


Os argumentos dos que defendem a transformação da região em território reside no fato de ser um arquipélago mergulhado na pobreza onde se percebe um abandono nas áreas sociais e a população não dispõe nem de um hospital, fazendo com que a mesma recorra a Macapá, bem mais perto geograficamente. Sendo transformado em território os repasses de verbas viriam diretamente da União sem intermédio do Governo do Pará. Somado ao potencial pecuário, turístico e agrícola da região a qualidade de vida da população apresentaria melhoras significativa além de acabar com o isolamento da região, fazendo ainda com que o arquipélago passasse a ter representatividade no Congresso Nacional .

Assim, lideranças marajoaras defendem a retomada do projeto. Ele pode ser colocado em votação a qualquer momento por qualquer outro deputado que se dispuser a defender essa bandeira.